Grupo de
trabalho escolar usa a teoria tridimensionalista no caso dos exploradores de
caverna Um grupo de estudantes, dentre os quais faz parte Reinaldo Ferreira, apresentou seu trabalho na disciplina Introdução ao Estudo do Direito, no curso de Direito noturno, na FAV, usando a teoria tridimensionalista para contestar a teoria normativista existente no caso de ficção que foi escrito por Lon. L. Fuller em seu livro "O Caso dos Exploradores de Caverna". Deste grupo fazem parte Reinaldo Ferreira, Thais Segatto Sampaio, Gilberto Gasparine, Liliane Mussi, Flávia Giardelli Causo, Fabiana Maria Salles Pupo, Silvia Aparecida Kols Rangel, Jiuliano José Postigo, Osmar, Priscila, Carlos Alberto Bernardi Autran, Fabiano Codignole. Sob orientação da professora Vanessa Fabiula Pancioni Nogueira, em cada dia de apresentação, um grupo apresentava contestação e outro defesa em relação ao voto dos 5 juizes no caso descrito no livro. Coube ao grupo de Reinaldo contestar o voto baseado no normativismo do juiz Keen. Para isso foi usada a Teoria Tridimensionalista desenvolvida pelo jurista Miguel Reale. O trabalho é inovador pois julga, usando o tridimensionalismo, o caso dos 5 exploradores que ficaram presos por 32 dias numa caverna. Um deles foi morto para servir de alimento aos outros que sobreviveram. Segundo a conclusão do grupo, não se deve aplicar rigidamente a lei penal no caso. Se houve homicídio foi por estado de necessidade. Por isso, aos acusados deve ser concedido o perdão judicial. Segundo o perdão, cessa-se a pena mas se mantém a condenação, mantendo as conseqüências cíveis, como possibilidade de indenização à família. É a solução mais justa, segundo o tridimensionalismo, que relaciona o fato social, a norma e o valor.
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